quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Praticando o auto-amor!




O nosso compromisso com a vida é desenvolver o amor, a começar pelo amor próprio, até que nos seja possível movimentar o amor incondicional em todas as situações.

Apenas quando nos acolhemos integralmente, quando integramos as nossas sombras (em vez de excluí-las), é que começamos a compreender o amor.

O amor não aceita condições. Ele não depende de perfeição, não exige beleza, não alimenta expectativas. Ele simplesmente é.

E esse propósito maior se apresenta a todos os momentos. Ele é parte integrante de todos os relacionamentos que vivemos.

Ouso dizer que os relacionamentos servem para nos relacionarmos conosco.

O outro é apenas um espelho que nos apresenta o aprendizado atraído, que vira uma chave na nossa percepção, que nos dá um sinal de alerta.

Cada pessoa à sua volta é, em verdade, um portal de acesso a um novo você.

Assim, todas as experiências são válidas.

Qualificá-las como boas ou ruins revela uma percepção limitada ao mundo tridimensional, pois, aos olhos do Ser, são, todas, engrandecedoras.

Percebam que as experiências que qualificamos como ruins são, via de regra, as que exigem que renasçamos, as que exigem que regatemos a nossa força e o nosso amor próprio.

É necessário que abandonemos todas as culpas e todos os arrependimentos, compreendendo que jamais atentamos contra o outro, apenas vivemos a experiência planejada por ambos.

Assim vamos nos desprendendo dos mecanismos de limitação que nos foram impostos: culpa, medo, insegurança, desesperança, inferioridade.

Estamos transcendendo padrões em prol do coletivo.

Estamos, individualmente, pavimentando o caminho de retorno ao lar para os que vierem a seguir.

Estamos reconhecendo a nossa própria divindade através do amor próprio e da autorresponsabilidade.

Ame-se incondicionalmente para que, finalmente, o mandamento maior faça sentido: “ame o seu próximo como a si mesmo”.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Eu amo o ser humano!




(Sugiro que coloquem essa música para se conectarem ao meu sentimento: https://www.youtube.com/watch?v=CHV6BjuQOZQ&index=1&list=RDCHV6BjuQOZQ)


Eu amo o ser humano, porque eu me amo.

Eu confio nas capacidades de superação e de transformação do ser humano, porque eu conheço as minhas.

Eu acredito na existência de conexão entre as pessoas, porque essa conexão se fez dentro de mim.

Eu vejo todos os seres como grandes, dignos e merecedores, porque assim eu me vejo.

Eu testemunho o Amor e a Luz de cada ser, porque Eu Sou Luz, Eu Sou Amor.

Vejo, apenas, o que existe dentro de mim e é isso que eu ofereço ao longo do caminho.

Não estranhamente, é o que eu recebo: eu sou amada e respeitada como ser humano em todos os espaços em que eu me encontro; eu sou considerada uma boa pessoa; eu sou presenteada de todas as formas imagináveis.

Isso me faz protagonista da minha própria vida.

Tudo o que faz ressaltar, aos meus olhos, os pontos negativos de outras pessoas, nada mais é do que um sinal claro do que ainda não foi curado dentro de mim.

Tudo o que faz ressaltar, aos meus olhos, os meus pontos negativos, nada mais é do que uma oportunidade de oferecer a mim mesma todo o amor e toda a compreensão que eu possuo dentro de mim.

A rejeição a qualquer ser humano é, em verdade, rejeição a si mesmo, ao seu passado, às suas falhas.

A dificuldade de conexão com qualquer ser humano é, em verdade, dificuldade de conexão consigo mesmo.

A raiva em relação a qualquer ser humano é, em verdade, voltada a si mesmo, por se sentir incapaz de mudar a própria vida, por se sentir pequeno demais para mudar o mundo.

A forma com que falamos, a forma com que tratamos, a forma com que caminhamos entre as pessoas, o nosso agir em geral, deflagram o nosso universo interior – e nada mais.

O objetivo não é transformar o outro, razão pela qual criticá-lo não ajudará em nada.

O objetivo é a lapidação pessoal.

É movimentar (veja que não falo apenas em aprender) as qualidades divinas propagadas e demonstradas por Yeshua, que sempre, sempre, sempre, extraía o melhor de cada ser que cruzava o seu caminho.

Ele devolveu a dignidade a cada pessoa que o olhou nos olhos, fazendo emergir a centelha divina que jamais deixara de queimar.

O maior transformador de homens que já pisou esta Terra utilizava apenas essa técnica: enxergava o melhor que havia dentro de cada um e, assim, estimulava que o bom e o bem tomassem a frente.

Como Yeshua, estamos humanos.

Cabe a nós o exercício do autoconhecimento, da autoapreciação, do amor próprio, para, então, testemunharmos o divino florescer em cada pessoa.

“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”  Hermann Hesse


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Em qual porta você bateu?




O meu processo de despertar não foi chocante, nem repentino.

Na verdade, eu não consigo me lembrar de, um dia, ter estado completamente adormecida.

Eu sempre fui diferente – irreverente, era o que a minha mãe costumava dizer para justificar o meu desapego às regras de conduta, aos costumes, aos limites impostos às mulheres.

Apesar da minha postura moderninha, como todos os nascidos em berço Católico, participei de forma bastante ativa da Igreja durante a minha infância e início da adolescência: fiz catequese, fiz crisma, era parte de um grupo lindo chamado A Legião de Maria.

Conta a minha mãe que, lá pelos 10 anos, ao deixar o confessionário no dia da minha primeira confissão, o Pároco, que me aguardava do lado de fora, ouviu-me dizer: “mas que cagada!”. Ele contou isso na missa de domingo.

Eu comecei a sentir, de fato, o peso da culpa católica quando eu comecei a namorar.

A ideia era fazer com que eu me sentisse observada a todo momento. Vigiava-me um Deus que considerava o sexo um instrumento muito mal utilizado pela humanidade – pois servia, apenas, para procriação e o seu uso por prazer era pecado. Ele, então, saberia que eu estava a repetir o pecado original, que manchara toda a humanidade.

Não era diferente do que eu aprendi em casa.

Mas como eu nunca me contentei com respostas prontas, eu decidi pagar o preço do pecado e deixar o meu corpo conhecer o amor.

Seria, de fato, errado e sujo comungar o corpo com alguém?

Seria pecado sentir esse desejo de fundir duas existências, ainda que por um breve momento?

Foi assim que eu descobri que o meu corpo era inocente. Reconhecê-lo assim foi o meu primeiro milagre.

Eu não apenas não aceitava a culpa católica, como ela me causou uma grande revolta. Passei a questionar as escrituras e a postura de todos os propagadores das ideias que, sabia eu, não eram verdadeiras.

Era, para mim, inaceitável a ideia de passar a vida na berlinda e morrer com medo de ir para o inferno.

Bastava olhar em volta para me reconhecer na natureza de todas as coisas, na fartura e na abundância da natureza, na beleza e no milagre da procriação.

Mas, internamente, o medo de estar falhando com Deus me consumia. Estaria eu errada? Estaria Deus, de fato, descrito e esgotado em um livro? Estaria, eu, de fato, gravada com o pecado original e haveria de passar a vida tentando me redimir?

Afastei-me por completo da instituição.

Tirei Yeshua da cruz e o levei comigo (confesso, para mim, Ele sempre sorriu!). 

Tudo foi se ampliando aos poucos, sem sustos, sem grandes revoluções.

Perguntam-me, hoje, em que eu acredito. A minha resposta é: em tudo, até em você!

Quando eu encontrei o espaço em que Deus habita em mim, encontro-O em qualquer casa, em qualquer templo, em qualquer livro, em qualquer pessoa.

Não existe nada, nem ninguém, dissociado da fonte.

Pude, então, voltar os olhos para a minha raiz Católica e, sem revolta alguma, desconsiderar os emissores e ressignificar as mensagens conforme o meu próprio sentimento.

Voltei, instintivamente, a fazer o sinal Católico (que não chamo de sinal da cruz), mentalizando: une-se, em mim, o céu e a terra, o passado e o futuro.

Kryon, em uma de suas maravilhosas mensagens, disse algo assim: “Imaginem-se pais que se perderam de seus filhos. Imaginem que, um dia, depois de anos de dúvidas, esse filho bate na porta da sua casa. Faria diferença, para você, se ele veio de ônibus, de cavalo, de bicicleta? Como você se sentiria em relação à pessoa que, vendo-o ir de bicicleta, criticasse o seu caminho e fizesse com que ele retornasse ao ponto de partida, para, então, seguir outro meio que o levasse ao mesmo lugar?

O caminho me ensinou sobre respeito.

O caminho me ensinou que Deus está presente em todas as portas.

Essa foi a porta em que eu bati.


Qual foi a sua?

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Um ano de NÓS!



Hoje, na abertura do Portal de Leão, o blog completa um ano.

Portal 8:8.

Todos insistiam para que eu criasse um blog, mas eu pensava: “Quem vai querer ler? A quem interessam as minhas experiências? De que servirá colocar em exposição as minhas turbulências internas e a minha forma de lidar com elas?”

Eu me sentia com a cabeça na guilhotina do julgamento.

Eu me sentia com a vaidade à prova.

Eu sentia o medo da rejeição fervilhando no meu corpo.

Até que o amado Pai João puxou as minhas orelhas: “Não é a primeira vida que você faz isso, sente que nunca está pronta, sente que nunca sabe o suficiente e fica tentando encher copo cheio.”

Disse ele: “não há mais tempo, é questão de vida.... ou vida!”

Mas quase todas as pessoas que eu convivia canalizavam mensagens e as assinavam como Saint Germain, Mestre Kuthumi, Sanat Kumara. Eu era só eu.

Pai João riu e falou: “Pois você como ser humano, expondo as suas experiências como ser humano, vai conseguir se conectar ao coração do outro como canalização nenhuma faz, vai ajudá-los a ver os seus problemas sob uma nova perspectiva.”

Eu precisei concordar que essa horizontalidade trazia, de fato, uma maior aproximação. Então Gabriel tomou as rédeas, montou a estrutura do blog e disse: agora é com você, deixe ele com a sua cara.

Há um ano eu postei o meu primeiro texto.

Não foram passos planejados, mas foram largos e firmes.

Trata-se de um compromisso com o protagonismo – veja-se, não se trata de ser exemplo.

Trata-se de um compromisso com a verbalização das experiências, que, muitas vezes, passam longe da perfeição.

Trata-se de ser humano totalmente exposto, criando um espaço de confiança para que o outro faça o mesmo.

Trata-se de um convite à partilha, à aceitação da nossa humanidade, ao acolhimento das nossas sombras.

Essa mesma energia me consome hoje: protagonismo, força, capacidade, apoio, compromisso.

Então, mais uma vez, dou um passo à frente, criando um espaço de segurança para que mais e mais pessoas venham, para que mais e mais pessoas olhem para as suas sombras e vejam o tamanho do potencial que elas carregam.

“A empatia é uma escolha vulnerável: para me conectar com você, eu preciso me conectar com algo dentro de mim que sabe o que você está sentindo.”
Brené Brown

Que esse Portal 8:8 seja mais um a porta que atravessamos juntos, quebrando o paradigma da perfeição e reconhecendo, nas nossas fragilidades, as maiores chances de crescimento do nosso ser.

Eu vejo você.

Eu estou aqui.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Escrevendo a minha história



Há uma semana assisti a uma palestra sobre um centro de cura na Serra do Roncador.

Em um dos momentos o palestrante, Sr. Dalvan, falou: "Mundo dos mortos é esse aqui, o outro que é o dos vivos. Aqui deixamos esse corpinho que vai se decompor e seguimos viagem.

Fez muito sentido para mim.

Aqui, onde tudo é intenso, onde tudo é denso e as ondas caminham mais lentamente, vivemos o paradoxo do tempo: ele passa rápido quando não deve e passa devagar quando gostaríamos que acelerasse.

Passam as horas, os dias, os meses... e a gente sempre esperando pelo amanhã, quando, então, faremos o que nos deixa felizes.

A ilusão do tempo. A ilusão do amanhã. A ilusão de que temos que chegar a algum lugar.

Fugimos do prazer, com medo da dor.

Enquanto isso, acontece a vida. 

O caminho floresce e se enfeita para ser notado, mas nós não nos permitimos fruí-lo, pois ainda não chegamos onde queremos ou porque a bênção que se apresenta não é exatamente o que imaginávamos.

Vejo tantas pessoas curiosas para saber o que foram em outras vidas, que grandes feitos fizeram, como foi que viveram; quando temos nas mãos, hoje, a oportunidade de viver as histórias que a nossa alma relembrará amanhã.

Encher os dias de vida não é sinônimo de fazer loucuras, mas de dar-lhes significado. 

Estar, em cada minuto, em estado de presença, em estado de confiança, em estado de contemplação, em estado de gratidão.

Atento às bênçãos espalhadas ao longo da estrada.

Atento às oportunidades de dividir e receber aprendizado.

Atento às possibilidades de conexão humana.

Atento aos momentos em que dar o seu carinho e o seu apoio é fundamental.

Atento ao lindo cenário que o Criador nos proporcionou para vivermos essa história.

Veja as pessoas. Não ame com parcimônia. Não economize abraços. Não economize palavras boas.

De fato, sempre pode ser a última vez que nos veremos.

Amanheço com o compromisso de utilizar o meu tempo de forma mais amorosa e mais lenta, escrevendo, conscientemente, as histórias que serão contadas amanhã.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Coragem. Coraticum. Courage. Coraje. Coraggio.


(Representação do labirinto da Catedral Notre Dame de Chartres - Templo francês dedicado, pelos Templários, à Virgem)

“O passarinho
quando aprende a voar
sabe mais sobre coragem
que de vôo.”
(Lucas)

Essa frase serviu como uma chave.

Enquanto tentamos calcular o próximo passo, ainda não temos o mais importante para dá-lo: coragem.

Coragem. Do latim coraticum (cor-aticum). Do francês courage (cor-age). Ato do coração.

“Coragem é estar morrendo de medo… e seguir em frente mesmo assim.” John Wayne

“A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.” Aristóteles

“Quem perde seus bens perde muito; quem perde um amigo perde mais; mas quem perde a coragem perde tudo.” Dom Quixote, Miguel de Cervantes

A coragem mora no coração, não na mente.

Está ligada aos sentimentos, não à racionalização.

Diz respeito a um valor interno, não reconhecimento externo.

Crescemos ouvindo: pense antes de agir, planeje a sua vida, garanta o seu futuro.

De repente chegamos aqui, em um lugar que parece destacado do mundo em que crescemos, onde nos dizem: ouça o seu coração!

Queremos uma explicação lógica, didática, pronta. Mas sempre ouvimos a mesma frase: “siga o seu coração!”

É, simplesmente, incompreensível – até mesmo frustrante.

Nós perdemos a bússola. Envolvemos o coração em uma couraça, para não ouvi-lo. Passamos a vida esperando a chegada do futuro que planejamos (quando, então, poderemos fazer tudo o que sempre sonhamos), mas deixamos de viver o abençoado presente.

Afinal, que estrada foi essa que nos ensinaram a seguir?

Disseram-nos: seja forte, combativo, jamais exponha as suas fraquezas. Assim, empacotamos todos os nossos sentimentos e vivemos de forma mecânica. Estamos sob controle. Somos apenas zumbis mais modernos: cheirosos, bem vestidos e “bem sucedidos”.

Levamos esse personagem para passear, para trabalhar, para namorar. Mas, quando chegamos em casa, vestimos a nossa roupa de ser humano e choramos alto debaixo do chuveiro, torcendo para os olhos não incharem (imagina se descobrem as nossas mazelas?!).

Máquina de fazer louco.

Eu escolho entrar no labirinto que, carinhosamente, chamo de caminho do coração.

Sabe a estrada da vulnerabilidade? É essa.

Sabe a estrada da exposição de sentimentos? É essa.

Sabe a estrada do contato humano? É essa.

Sabe a estrada da disponibilidade? É essa.

Sabe a estrada do autoconhecimento? Também é essa.

Garanto, não tem erro. Todas as estradas mais radicais, mais loucas, mais incompreensíveis, mais apavorantes, levam até lá.

Ninguém vai entender o seu caminho, mas, conforme for chegando mais perto “dele”, vai começar a ouvir um sussurro sufocado por vários tum-tuns, dizendo: eu sabia que você vinha!

O seu caminho, tão julgado, tão criticado, tão solitário, foi capaz de levá-lo ao centro do seu ser.

Não há caminhos idênticos. Por que, então, eu ou você saberíamos o melhor caminho a ser seguido por alguém? Como saberíamos onde estavam guardadas as chaves para o aprendizado necessário à sua vida? Deveríamos, nós, oferecer o nosso próprio caminho ao outro (estrada da qual já retiramos todas as chaves), desviando-o do seu próprio?

Certamente não.

Certamente cada um deve enfrentar o seu próprio labirinto e encontrar, em cada beco sem saída, um presente deixado pela sua alma, que o ajudará a encontrar o caminho de volta, mais forte, mais experiente, mais seguro.

Certamente, então, seremos aqueles que passarão pela porta de vários labirintos sussurrando: siga o seu coração!



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Aos Anjos Humanos




Quando penso em amigos, tenho a nítida sensação de estar falando de família.

Primeiro porque, de fato, tive a honra de encontrar os meus primeiros grandes amigos dentro de casa.

Segundo, porque o conceito de família sofreu reformulações ao longo do tempo e, hoje, abrange, também, as pessoas com as quais eu possuo uma afinidade energética inconfundível, como uma assinatura.

Amigos de uma vida inteira, amigos que conheci ontem, amigos que nunca vi pessoalmente, outros que não sei nem o nome verdadeiro. Apenas sei que o meu nome está seguro na boca deles.

Tenho amigos que me acolhem, outros que me tiram da zona de conforto (e, assim, ensinam-me sobre a importância do movimento).

Tenho amigos que me inspiram, outros que se inspiram em mim (e, assim, ensinam-me sobre a importância de ser autêntica e coerente).

Tenho amigos que me amam, outros que me machucam (e, assim, ensinam-me sobre a importância do amor próprio).

Tenho amigos que me aceitam, outros que me julgam (e, assim, ensinam-me sobre a importância do autoconhecimento e da autopercepção).

Aprendi amando.

Aprendi acolhendo.

Aprendi observando.

Aprendi me expondo.

Aprendi dividindo conhecimento.

Aprendi pelo impulso fortalecedor.

Também aprendi pela dor, vivendo-a no corpo, vivendo-a no coração.

De todos os aprendizados, o maior foi reconhecer os limites da influência que podemos (devemos) exercer na vida do outro. Sobre dar um passo para o lado e observar o amigo mais amado fazendo as suas escolhas de vida, vivendo as suas experiências (ainda que dolorosas), sem interferir no aprendizado, apenas estando presente.

Reconhecer que cada pessoa, ainda que nos pareça frágil, é um ser completo, um ser que optou e continua optando por este aprendizado – que apenas será concluído quando conseguir olhar para a atual circunstância com gratidão (em vez de revolta) e, com humildade, perguntar a si mesmo: o que eu posso aprender com isso? O que é que essa situação está tentando me mostrar?

Nesse momento, estaremos lá para ajudá-lo a colocar o processo de pensamento em ordem (e não para dar-lhe a resposta), para dar-lhe o colo (e não o dedo indicador), para olhá-lo com orgulho (e não com cara de “eu avisei”), para trazer-lhe de volta a dignidade (e não para culpá-lo).

Então, seremos mais que amigos. Seremos anjos.

— Lembra-te sempre, — Deus aqui tinha sorrido — não te enviei senão anjos.” (Um Conto Francês” e foi escrito por Neale Donald Walsch)

Faço uma reverência a todos os anjos que, disfarçados de humanos, guiaram-me até onde eu estou – lugar em que eu encontrei quem Eu Sou.

Gratidão por dividirem a vida comigo.